O equipamento N.A. (“Norte-Americano”) foi adotado em 1944 para a Força Expedicionária Brasileira. As peças de lona eram todas de fabricação nacional, confeccionadas por fabricantes diversos e sua qualidade e robustez iam desde a sofrível até a excelente.

Estas postagens tratam apenas do EQUIPAMENTO INDIVIDUAL DE LONA. Nem toda peça de lona fazia parte do equipamento individual. Por exemplo, as bolsas de munição eram peças de emprego coletivo. As peças de lona de uso coletivo usadas pela FEB eram americanas e foram recebidas apenas na Itália.

Se você faz reencenação da FEB o correto é o uso do material nacional. No pós-guerra o Brasil continuou usando o equipamento N.A. e, portanto, é relativamente fácil encontrar as peças pós 1945 e estas diferem pouquíssimo das originais de 1944, principalmente no que diz respeito aos fabricantes das ferragens.

Uma pequena quantidade de cintos americanos foi dada ao 11.o RI, que partiu do Brasil com recompletamento feito às pressas sem que todos homens tivessem sido dotados do equipamento completo. Assim é aceitável usar o cinto do Garand americano ou o cinto de pistola para representar um combatente do Onze. No mais, use o N.A. nacional e seja autêntico, ou saia por aí de equipamento de lona americano jamais usado por um brasileiro na Segunda Guerra.

O diagrama abaixo mostra o equipamento N.A. recebido por soldados, cabos e sargentos de Infantaria da FEB, de acordo com os regulamentos. Como se pode ver, não havia suspensórios ou bornal.

O equipamento era composto de:

-Mochila completa com estojo para marmita;
-Cinto-cartucheira desmontável para calibre .30;
-Bolsa para curativo individual;
-Estojo com cantil e caneco.

A baioneta M7 e a ferramenta de sapa eram de procedência americana. No diagrama, optamos por mostrar uma pá modelo 1910, embora a pá dobrável americana modelo 1943 tenha sido igualmente recebida e utilizada pelos brasileiros após a chegada na Itália.

Todo equipamento, armas e viaturas de origem americana só foram recebidos pela FEB após o desembarque no Teatro de Operações.

Assim, os brasileiros saíram de casa com seu equipamento nacional e, ao longo da campanha, receberam armas, capacetes de aço, rações, viaturas e agasalhos dos depósitos da Intendência do V Exército americano.

Diagrama elaborado por Everaldo Guilmann.

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